quarta-feira, 29 de outubro de 2008

GT Metropolitano se reúne em Camaçari

Acontece amanhã, 30, na Cidade do Saber Professor Raymundo Pinheiro, das 9:30 às 14:00h o IV ENCONTRO DO GT ITINERANTE DE CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA (Grupo de Trabalho da Região Metropolitana de Salvador).

O encontro tem como objetivo disseminar as propostas e estratégias contidas no PLANO NACIONAL DE PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E DEFESA DO DIREITO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA, criado pelo Governo Federal em parceria com a sociedade civil organizada e organismos internacionais.

Os representantes do GT Metropolitano têm o compromisso de colaborar com as discussões em torno das políticas municipais voltadas para atender crianças e adolescentes em situação de abandono, maus tratos, negligência, violência domestica, implementando ações integradas ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e na LOAS/PNAS, para subsidiar a construção de seus respectivos planos municipais de convivência familiar e comunitária.

O GT Metropolitano envolve 11 municípios, são eles: Camaçari, Salvador, Candeas, São Sebastião do Passé, Simões Filho, Salinas das Margaridas, Itaparica, Dias D’Ávila, Vera Cruz, Lauro de Freitas e Madre de Deus.

O Grupo desenvolve reuniões em vários municípios, e nelas são discutidas as dificuldades que são encontradas para implementar o Direito à Convivência Familiar e Comunitária de crianças e adolescentes, bem como alcançar formas de organizar e viabilizar o funcionamento e dinamicidade das políticas públicas no atendimento à família.

A elaboração do Plano Municipal de Convivência Familiar e Comunitária de Camaçari será uma construção coletiva do Poder Público e sociedade civil organizada. Com a presença dos municípios convidados e representantes locais de instituições públicas e da sociedade civil, totalizando 50 participantes, terá uma programação dividida em 02 momentos: Caracterização do Município e Reunião administrativa interna do GT.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Prefeitura se mobiliza para implementar o arquivo público

Empoeirado, com sujeira, amarrotado e cheio de papéis espalhados por todos os lados, era assim que os documentos da cidade de Camaçari se encontravam em janeiro de 2004.
Assumindo o governo no mesmo ano, Luis Caetano, designou uma equipe, entre eles Nilva Montenegro, Bibliotecária e o estudante de arquivologia Emerson Carlos, para por em ordem toda à documentação do município.
Uma sessão especial na Câmara de Vereadores, em novembro de 2006, foi o primeiro passo para a instalação do Arquivo Municipal. Esse projeto foi apresentado ao Executivo, retornando para o plenário e em 2007 através da Lei n° 807/2007 foi criado o Arquivo Público Municipal de Camaçari – APMC, que faz parte da SECAD – Secretária da Administração.
Provisoriamente, o APMC encontra-se, no Almoxarifado Central da Prefeitura Municipal de Camaçari. Possui em seu acervo, documentos desde a década de 30 do século XX, que constituem importante fonte de informação sobre a organização da sociedade, revelando aspectos da população camaçariense.
Uma das propostas é microfilmar toda a documentação que compõem informação sobre o município de Camaçari, nos períodos Colonial, Imperial e Republicano, presente no Arquivo Público do Estado da Bahia – APEB.
Enquanto o tratamento e a gestão documental são feitos, o projeto arquitetônico está sendo construído pela SEINFRA – Secretaria da Infra-Estrutura. O arquivo será locado no antigo cinema, no centro de Camaçari, um local de fácil acesso para a população já que o interesse dos organizadores do arquivo é disponibilizar o acervo para o público.
O Governo do Estado já tem conhecimento da existência do Arquivo Municipal, e já confirmou um importante convênio, através da Fundação Pedro Calmon /Centro de Memória e Arquivo Público da Bahia, que será feito quando o prédio já estiver pronto.
Já foi provado que a articulação para implementar o arquivo é de interesse popular. A população reivindicou no Orçamento Participativo de 2007/ 2008 a construção de um Museu (Arquivo Público Municipal) através da Secretária de Cultura.
A historiadora do APMC, Ana Cláudia, afirma que o Arquivo dispõe também de fotografias que podem ser consultadas pela população. “Convidamos a todos que desejam contribuir com a conservação da história do município, para doar fotografias antigas, que serão abertas ao público e conservadas a fim de garantir informação para as gerações futuras”, afirma Ana Cláudia.
A existência de um arquivo público para uma cidade é de extrema importância. Centraliza, em um só lugar, uma grande quantidade de documentos, encarregando-se ainda da seleção, classificação, catalogação, restauração e conservação dos mesmos. E Camaçari, como uma cidade em fase de desenvolvimento e com grande acervo histórico precisa manter viva toda a sua memória.